O governo dos Estados Unidos classificou o Brasil no segundo nível de risco de um documento sobre fraudes no comércio internacional. A Casa Branca aponta que o território brasileiro serve como entreposto para enviar produtos chineses ao mercado americano com taxas reduzidas.
Peter Navarro, diretor de Política Comercial da Casa Branca, divulgou o alerta global para evitar trapaças contra os EUA. A análise situa o Brasil junto a Argentina, Chile, Colômbia e Peru, na América Latina, como corredores de cargas asiáticas.
Essas nações recebem produtos oriundos da Ásia pelos Oceanos Pacífico e Atlântico. Os itens são estocados em depósitos alfandegados e passam por montagens rápidas antes de serem despachados para os portos americanos.
O segundo escalão também inclui Indonésia, Malásia, Tailândia, Turquia e Vietnã. O governo norte-americano entende que esses países possuem indústrias integradas às cadeias de suprimento de Pequim.
A Casa Branca esclareceu que a mudança no fluxo de compras não implica sempre em crime, mas o relatório considera qualquer produto com peças, dinheiro ou produção chinesa como mercadoria vinculada a Pequim, independentemente da origem declarada na alfândega.


