A inclusão irregular de um senador nos quadros de um partido adversário gerou investigação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A alteração, que afetou a candidatura do parlamentar, levou a Corte a suspender o processamento de novos registros partidários.
O episódio começou quando a tentativa de alteração da filiação do senador resultou no encerramento automático de seu vínculo com o PL. A mudança foi detectada quando sua equipe tentou registrar a candidatura à Presidência. O sistema indicou que ele havia deixado o PL e ingressado no partido adversário no dia 12 de agosto.
O ministro Nunes Marques acolheu pedido de defesa e determinou o restabelecimento da filiação do senador ao PL. Ele considerou que o parlamentar não manifestou vontade de trocar de legenda, citando a incompatibilidade política com o novo partido. A autoria da operação, contudo, permanece desconhecida.
A descoberta da fraude ampliou o escopo da apuração. O TSE identificou uma tentativa semelhante de modificar a filiação do presidente Lula, mas este vínculo foi bloqueado antes de ser efetivado. Diante disso, Nunes Marques suspendeu o processamento de novas filiações pelo sistema Filia.
O partido envolvido alegou ter percebido a movimentação em 2 de agosto e possui registros de e-mails e endereços IP para ajudar na identificação do responsável. O TSE informou que não houve invasão de seus sistemas, mas sim uso indevido de credenciais para operar a ferramenta de filiações partidárias.


