O Governo do Rio exonerou a superintendente do Programa Empoderadas e outros treze servidores nesta sexta-feira. A decisão foi tomada após uma auditoria da Secretaria estadual da Casa Civil indicar irregularidades e desvio de R$ 4,5 milhões no projeto.
A medida, publicada no Diário Oficial, decorre de uma checagem do contrato do projeto referente ao ano de 2025. O programa, criado para combater a violência contra a mulher, já está suspenso pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) desde o final de julho.
A auditoria identificou pagamentos indevidos, incluindo R$ 2,92 milhões em remunerações adicionais a quarenta e nove servidores da Uerj e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH). O relatório mostrou que esses servidores já eram remunerados pela estrutura estadual.
Outras falhas foram apontadas, como R$ 1,53 milhão em despesas de seis estruturas administrativas da Uerj sem relação com o objeto do Empoderadas. Os auditores também constataram a apropriação de resultado da política pública em um perfil digital privado da então superintendente.
Diante dos achados, o governo estadual informou que encaminhará o resultado da auditoria ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) para aprofundamento das apurações.


