A força de trabalho da indústria automobilística alemã diminuiu 5,8% no período de doze meses encerrado em junho, atingindo o menor nível em mais de duas décadas. O Departamento Federal de Estatísticas informou que o setor perdeu mais postos de trabalho que qualquer outro segmento industrial.
As montadoras alemãs, como Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz, enfrentam pressão devido a condições adversas na China e à concorrência de rivais chineses no mercado global. A retração de funcionários nas montadoras foi mais que o dobro da queda observada no setor industrial em geral, segundo o órgão estatístico.
A indústria automobilística permanece como a segunda maior empregadora do setor industrial na Alemanha, atrás apenas da indústria de máquinas. No fim de junho, o setor automotivo contava com 691.500 trabalhadores, contra pouco mais de 900 mil na indústria de máquinas.
Enquanto fabricantes de automóveis e motores e fornecedores de autopeças registraram queda no número de funcionários, de 6,1% e 7,6%, respectivamente, a força de trabalho de fabricantes de carrocerias e reboques cresceu 10%. A Volkswagen, em particular, avalia cortar até 100 mil empregos na Alemanha.


