O Partido Missão acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar a filiação fraudulenta do senador Flávio Bolsonaro à legenda. A sigla apresentou dados técnicos que visam identificar o responsável pelo cadastro, alegando falsidade ideológica eleitoral.
A representação, distribuída ao ministro Floriano de Azevedo Marques, aponta que o cadastro ocorreu em dois de agosto, às 9h05, utilizando um endereço de IP específico. Segundo a documentação, o formulário foi preenchido com informações falsas, incluindo um CPF fictício, embora o e-mail usado fosse o oficial do mandato do senador no Senado.
O Missão solicita que os provedores de conexão sejam intimados a fornecer a origem e a titularidade do IP. A legenda também pediu registros de conexão e dados de assinaturas vinculadas ao endereço no período para esclarecer o acesso ao sistema da Justiça Eleitoral. O partido declarou que o senador foi notificado por e-mail sobre o processo de filiação.
O Missão afirmou que tentou reverter o registro em doze de agosto, mas o sistema negou o acesso. No dia seguinte, o cadastro foi marcado como regular. O partido ainda relatou uma tentativa de filiação em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em treze de agosto, que foi cancelada antes do processamento.
Diante dos fatos, a legenda suspendeu o sistema de filiação online e registrou boletim de ocorrência na Polícia Federal. A ação judicial pede manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral e abertura de inquérito policial para apurar os crimes.


