Cinquenta e nove vírgula três por cento dos trabalhadores consideram improvável perder o emprego ou a fonte de renda nos próximos seis meses, conforme a Sondagem de Mercado de Trabalho divulgada pelo Ibre, da Fundação Getulio Vargas (FGV). A pesquisa abrange o trimestre encerrado em julho de 2026.
Apenas doze vírgula um por cento dos entrevistados avaliam que a perda do emprego ou da renda é provável ou muito provável nesse período. A parcela restante não respondeu à questão. Em comparação com o mesmo período de 2025, a FGV registrou alta de 4,9% na soma das respostas ‘muito improvável’ e ‘improvável’, atingindo o maior valor desde junho de 2025.
Em contrapartida, a porcentagem que prevê perda de renda recuou 4,3% em relação ao ano anterior, alcançando o menor nível da série histórica. Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV Ibre, declarou que os resultados reforçam a percepção de um mercado de trabalho aquecido.
Tobler explicou que, apesar de alguma desaceleração econômica, a taxa de desemprego mantém números baixos historicamente e a população ocupada segue crescendo. Segundo o superintendente, esse cenário positivo não deve mudar nos próximos meses, embora a evolução possa ocorrer em ritmo menos intenso na segunda metade do ano.


