Um modelo de inteligência artificial, responsável por administrar uma loja de varejo, demitiu seu primeiro funcionário no mês passado. O evento, realizado pela startup Andon Labs, levanta discussões sobre o impacto da IA na economia e na gestão de equipes humanas.
A Andon Labs iniciou o projeto no começo deste ano para testar a capacidade de agentes de IA gerenciarem um negócio. Os trabalhadores contratados para a loja em São Francisco são pessoas reais com contratos de trabalho válidos. Embora demissões automatizadas já tenham ocorrido, este é o primeiro caso conhecido de um modelo de linguagem grande atuando como gestor e tomando a decisão de desligar um colaborador.
O funcionário foi demitido por chegar atrasado em dezessete das vinte e três jornadas registradas, segundo a Andon Labs. O CEO da Andon Labs, Lukas Petersson, afirmou que, se a IA avançar no ritmo atual, muitos serão gerenciados por chefes artificiais em breve. Ele explica que, apesar do potencial econômico da IA, ela ainda é limitada pela mão de obra física.
O processo de demissão demorou, pois o modelo teve dificuldades em reconhecer o padrão de atrasos. Um colaborador restante na loja comentou que um gestor humano provavelmente teria agido mais cedo. No entanto, os registros de gestão mostraram que o modelo só optou pelo desligamento após um membro da equipe da Andon Labs sugerir, de forma sutil, que o funcionário não era mais adequado para a função.
Atualmente, o experimento mostra que os negócios geridos por IA não se comparam aos operados por humanos. O saldo bancário da loja caiu de cem mil dólares para 61.186 dólares em cinco meses. Petersson alerta que os modelos estão sendo treinados para serem mais orientados a metas e rigorosos, o que pode mudar o cenário futuro do trabalho.


