O advogado Nelson Wilians deixou o comando de seu escritório em São Paulo nesta sexta-feira, dia 14. A saída acontece após buscas e apreensões realizadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo. As investigações apuram possível lavagem de dinheiro e esquemas de fraude envolvendo o escritório.
A Operação Arena investiga se o escritório teria servido como laranja em um esquema de evasão de divisas ligado à Pixbet. Segundo a Polícia Federal, Wilians é suspeito de ter recebido 37,8 milhões de uma offshore de fachada sediada em Curaçao. O advogado mantém vínculos profissionais com o conglomerado da casa de apostas.
Outra frente de apuração mira descontos ilegais de aposentados e pensionistas. Wilians é investigado por suposta participação em transações ilícitas com um empresário, apontado pela PF como figura central nesse esquema de fraudes no INSS. O escritório teve transações suspeitas de 4,3 bilhões de reais entre 2019 e 2024.
O Ministério Público de São Paulo investiga a participação do advogado em esquema de comercialização de créditos falsos de ICMS. As apurações apontam que fraudes operadas por empresas ligadas a Wilians causaram prejuízo superior a 3,8 bilhões de reais aos cofres públicos. Os intermediários cobravam honorários de até 70% do valor dos créditos.


