Grandes marcas no Brasil estão transformando o patrocínio de festivais de música. Empresas deixam de usar apenas banners e telões, investindo em experiências diretas com o público. Essa mudança ocorre em meio ao crescimento do setor, que movimenta mais de R$ 300 bilhões anualmente, segundo dados de associações setoriais.
O modelo tradicional, focado em exposição de marca, cede espaço para a integração da empresa no evento. Leroy Merlin, no Na Praia Festival, em Brasília, por exemplo, reformou banheiros e montou área de descanso. A companhia também realizou ação social, arrecadando alimentos não perecíveis em parceria com o projeto Fome de Música.
No Rock in Rio 2026, no Rio de Janeiro, a Natura construiu um stand inspirado na floresta utilizando embalagens recicladas. A marca busca criar uma presença antes, durante e depois do festival, visando fazer parte das memórias afetivas dos frequentadores, conforme declarou Júlia Ceschin, Head Global de Brand Experience da Natura e Avon.
O mercado demonstra essa evolução. Em 2025, o Brasil registrou mil novecentos e noventa e seis patrocínios em festivais, um aumento de dez por cento em relação ao ano anterior. Um estudo do setor mapeou novecentos e quarenta e seis marcas atuando nos eventos nacionais.
Especialistas apontam que a música deixou de ser vista apenas como mídia complementar. A Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC) e o Sebrae indicam que o Brasil é o segundo maior mercado de shows ao vivo do mundo. O público, por sua vez, associa a presença das empresas ao fortalecimento da cultura local, como visto em pesquisas no Festival de Parintins.


