Pesquisadores da NASA desenvolveram um novo modelo de aprendizado de máquina capaz de prever a emergência de regiões ativas no Sol com até doze horas de antecedência. O sistema utiliza dados do Observatório de Dinâmica Solar para antecipar eventos que geram tempestades espaciais.
O modelo, criado pelo COFFIES, um Centro de Ciência da NASA DRIVE, integra pesquisas de instituições como o Instituto de Tecnologia de Nova Jersey e a Universidade de Princeton. A técnica analisa flutuações em ondas acústicas geradas por regiões de manchas solares antes que elas apareçam na superfície solar.
Segundo um dos co-investigadores do COFFIES, é necessário buscar efeitos indiretos, como pequenas alterações no campo magnético e no padrão de ondas acústicas, já que a estrutura magnética não é visível enquanto sobe pelo interior solar. A abordagem foca em reduções na atividade acústica e no campo magnético, padrões que o modelo de IA consegue identificar.
Enquanto agências como a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica monitoram regiões já visíveis para prever erupções solares, o novo sistema visa revolucionar esse processo. Ele utiliza uma arquitetura especializada para analisar longas sequências de dados, permitindo a previsão de locais aproximados de manchas solares.
O avanço é considerado vital para garantir a segurança de astronautas em missões à Lua e a Marte, além de proteger equipamentos contra o ambiente volátil do sistema solar.


