O governo brasileiro notificou os Estados Unidos sobre o início do processo de reciprocidade em resposta a tarifas impostas a produtos nacionais. O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, afirmou que a ação não visa punir Washington, mas forçar a revisão de sanções econômicas.
O Brasil foi alvo de duas tarifas americanas: uma de 25%, específica ao país, e outra de 12,5%, que afeta outras nações. A medida de reciprocidade, baseada na Lei da Reciprocidade Econômica sancionada em 2025, pode levar a tarifas e suspensão de concessões comerciais.
Amorim explicou que a ação é um procedimento econômico e legal. Ele afirmou que o objetivo é fazer com que os EUA retirem uma punição que considera descabida. O assessor ressaltou que o Brasil prefere resolver questões comerciais pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
O Palácio do Planalto divulgou nota informando que o Ministério das Relações Exteriores solicitou consultas diplomáticas. O governo também reforçou que busca saídas negociadas para evitar a aplicação das contramedidas previstas na lei.
A implementação das taxas equivalentes exige tempo burocrático, e a Câmara de Comércio Exterior (Camex) deve analisar o caso. Segundo Amorim, um país que sofre restrição tarifária tem o direito de responder de forma objetiva.


