O território brasileiro está localizado no interior da Placa Sul-Americana, o que torna os terremotos menos frequentes. No entanto, o Serviço Geológico do Brasil acompanha a atividade sísmica e aponta que a questão principal é o preparo das cidades para um evento de grande intensidade.
O país registrou tremores significativos no passado, como um evento de magnitude 6,2 em 1955, na Serra do Tombador, em Mato Grosso. Contudo, o monitoramento, coordenado pela Rede Sismográfica Brasileira, não permite prever a data ou a magnitude de um futuro tremor.
A necessidade de preparo transcende a área da geologia, tornando-se uma questão de política pública. Prefeituras precisam de planos de emergência, e os estados devem manter estruturas de Defesa Civil ativas. Além disso, as construções devem seguir normas técnicas destinadas a mitigar riscos.
A prevenção de desastres naturais, como enchentes ou terremotos, não depende da marcação de uma tragédia no calendário. Ela exige investimentos contínuos no poder público. É fundamental questionar quanto dinheiro é destinado à Defesa Civil e se os hospitais possuem protocolos para grandes emergências.

