Donald Trump minimizou nesta sexta-feira, dia 14, os relatos sobre as condições de militares a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, no Oriente Médio. A embarcação cumpre missão há mais de 260 dias, período que o presidente classificou como insuficiente para a operação.
A imprensa americana divulgou matérias sobre uma crise de saúde mental na embarcação, citando casos de marinheiros que tentaram se jogar no mar. As reportagens também mencionaram problemas de abastecimento e a preocupação de familiares com a longa duração da missão.
Questionado sobre as alegações, Trump rejeitou os relatos. Ele afirmou que o navio está em deslocamento ou o fará em breve, e será substituído por outra embarcação similar. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou na quinta-feira, dia 13, que as informações sobre a situação foram “completamente distorcidas”.
Parlamentares democratas, como os senadores Richard Blumenthal e Ruben Gallego, cobram explicações do Pentágono sobre os relatos. O Comando Central dos Estados Unidos também contestou as condições precárias, mas uma autoridade da Marinha informou que um tripulante caiu no mar no início de agosto.
A Marinha declarou não ter observado aumento de pensamentos ou tentativas de suicídio a bordo, embora as autoridades não divulguem dados por questões de segurança. O USS George Washington deve substituir o Lincoln, que é um dos dois porta-aviões americanos mobilizados na região.

