Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda elevaram as projeções de déficit primário do governo central para 2026 e 2027. O relatório Prisma, divulgado nesta sexta-feira (14), também indica que a dívida pública crescerá no próximo ano.
A mediana das expectativas para o déficit primário em 2026 subiu para R$ 59,145 bilhões, em comparação com R$ 58,077 bilhões registrado em julho. Para o ano de 2027, a previsão aponta um déficit de R$ 55,000 bilhões, superior à estimativa anterior de R$ 53,878 bilhões.
A dívida bruta do governo deve atingir 83,00% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, mantendo a projeção de julho. Em 2027, o indicador deve subir para 86,77% do PIB, acima dos 86,50% previstos no mês passado.
A equipe econômica do governo argumenta que o endividamento permanece alto devido ao nível da taxa básica de juros, que eleva os gastos com juros da dívida. Atualmente, a taxa Selic está em 14,00% ao ano.
Em relação à receita, a expectativa mediana de receita líquida do governo central para este ano subiu para R$ 2,574 trilhões. Já os gastos, previstos em R$ 2,624 trilhões para este ano, mostraram leve queda na projeção.


