O Programa Empoderadas contestou irregularidades apontadas pela auditoria do Governo do Rio, que identificou cerca de R$ 4,5 milhões em desvios na execução do programa. A coordenação informou que o Plano de Trabalho de 2025 passou por diversas instâncias técnicas e administrativas antes da aplicação dos recursos.
A auditoria, divulgada pela Casa Civil, apontou pagamentos sem respaldo legal e despesas não relacionadas ao objeto do programa. O relatório detalhou aproximadamente R$ 2,92 milhões em remunerações adicionais a 49 servidores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), somados a R$ 1,53 milhão em custos administrativos da universidade.
A coordenação do Empoderadas defende que os servidores citados atuaram na estrutura do programa e sustenta que os gastos com estruturas administrativas estavam previstos nos documentos de execução para custeio e fiscalização. O grupo também contestou a divergência de números de polos, alegando que o site não foi atualizado durante mudanças nas secretarias.
Em protesto, mais de duzentos profissionais ligados ao programa realizaram um ato em frente ao Palácio Guanabara, cobrando pagamentos atrasados. A coordenação afirmou que apresentará relatórios e registros de atividades ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para solicitar acompanhamento das apurações.


