O Partido Missão recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando investigação sobre a filiação partidária atribuída a um senador. A legenda alega ter reunido registros técnicos que podem identificar quem realizou o cadastro, apontando falsidade ideológica eleitoral.
A ação, que será relatada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, sustenta que dados falsos foram inseridos no sistema de filiação. Segundo o Missão, a legenda registrou boletim de ocorrência na Polícia Federal e se apresenta como vítima da suposta fraude. Renan Santos, presidente nacional do Missão, afirmou que todas as informações fornecidas à imprensa serão entregues ao tribunal para apuração.
O partido apresentou ao TSE informações técnicas, incluindo o endereço de IP usado na operação em dois de agosto, às 9h05. Além disso, alega que informações pessoais, como CPF e endereço, foram adulteradas no formulário. O Missão pede que provedores sejam acionados para informar a origem e titularidade desse IP.
Outros registros mostram e-mails enviados ao endereço oficial do senador, com comprovantes de entrega, abertura e cliques. O senador alegou ter considerado as comunicações como spam, mas o Missão contestou a explicação, pedindo análise dos registros durante a investigação.
A representação também detalhou uma tentativa de cancelar o registro em 12 de agosto, às 9h11, que retornou erro de autorização. Posteriormente, a filiação passou a constar como regular. O Missão requereu ainda inquérito policial para apurar as ocorrências, que incluem uma tentativa de cadastro em nome de outro político em 13 de agosto.


