O ouro fechou em alta nesta sexta-feira, 14 de agosto, alcançando o maior valor desde junho. O contrato de dezembro, negociado na Comex, em Nova York, subiu 0,38%, atingindo US$ 4.437,30 por onça-troy. O movimento reflete as expectativas de uma política monetária menos restritiva do Federal Reserve (Fed).
A alta acumulada na semana foi de 0,85%. Leituras recentes dos índices de inflação ao consumidor e ao produtor dos Estados Unidos mostraram dados mais brandos que o esperado. A queda do dólar e dos juros dos Treasuries também favoreceu a commodity, pois juros menores diminuem o custo de oportunidade de manter recursos em ouro.
O Commerzbank relatou uma mudança gradual nas projeções sobre novas altas de juros pelo Fed. Contratos futuros de Fed Funds, que indicavam 4% para o fim do ano em julho, caíram para 3,86% atualmente. O banco não prevê elevação da taxa na reunião de setembro e avalia que o cenário ainda permite valorização do metal.
Outro fator impulsionador foi o interesse renovado por ETFs de ouro. Dados da Bloomberg indicaram compras em seis pregões seguidos, a mais longa sequência ininterrupta de capital nesses fundos desde abril. Os fluxos recentes se concentraram no maior ETF de ouro do mundo, sediado nos Estados Unidos.


