Uma orca, identificada como Toñi, foi encontrada com ferimentos compatíveis com disparos de arma de pressão no Estreito de Gibraltar, na Espanha. O Ministério do Meio Ambiente espanhol informou que as marcas na barbatana dorsal sugerem que o animal foi atingido por projéteis. As autoridades espanholas e portuguesas investigam o caso.
A organização WeWhale, que acompanha o animal, fotografou cerca de dez impactos de chumbinhos na lateral esquerda da barbatana dorsal de Toñi. Segundo uma fonte do Ministério do Meio Ambiente espanhol, imagens indicam que dois ou três projéteis podem ter atravessado a estrutura, enquanto outros permanecem alojados no tecido. Os ferimentos foram considerados recentes, pois não estavam presentes em fotos tiradas semanas antes.
A barbatana dorsal é vital para a termorregulação das orcas. Os pesquisadores alertam que os projéteis alojados aumentam o risco de infecções e, em casos graves, de sepse. Apesar da situação, a equipe não notou dificuldades aparentes para que o animal nade ou caçe. A orca, estimada em cerca de 60 anos, será monitorada de perto.
A população de orcas ibéricas é criticamente ameaçada, com estimativas de apenas 30 a 40 indivíduos. Inicialmente, as orcas ganharam notoriedade a partir de 2020 por interações com embarcações na Península Ibérica. Pesquisadores contestam que esses episódios sejam ataques, sugerindo que podem ser formas de brincadeira ou aprendizado de caça.
O cofundador da Iberian Orca Guardians, Janek Andre, declarou que a visão do animal ferido é devastadora. Ele afirmou que qualquer disparo contra os animais representa um ataque a um dos últimos membros restantes de uma população ameaçada de extinção.

