Mais de duzentos profissionais do Programa Empoderadas protestaram na sexta-feira, dia 14 de agosto, em frente ao Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro. O grupo exige o pagamento de sete meses de salário e transparência sobre a suspensão das atividades, após uma auditoria do Governo do Estado identificar cerca de R$ 4,5 milhões em irregularidades.
O Programa Empoderadas, criado em 2022 para integrar a política estadual de enfrentamento ao feminicídio, contestou os apontamentos da auditoria, divulgada na quinta-feira, dia 13 de agosto. O levantamento, feito pela Casa Civil, indicou indícios de pagamentos indevidos e desvio de finalidade que somam aproximadamente R$ 4,45 milhões. Entre as irregularidades citadas estão remuneração adicional sem base legal e despesas sem relação com a execução do projeto.
Os trabalhadores alegam que os valores apontados pelo governo não correspondem aos devidos aos mais de duzentos profissionais que atuaram nos polos. O programa também questiona a divergência no número de polos, atribuindo a diferença à falta de atualização do site oficial devido a mudanças de secretarias. A equipe afirma que busca recuperar o domínio para comprovar as atividades.
O Governo do Estado informou, em nota, que o cruzamento nominal de beneficiários com folhas de pagamento oficiais identificou que cinquenta e nove pessoas (52,2%) já eram servidores ativos da UERJ. Por esse motivo, catorze servidores foram exonerados nesta sexta-feira. O Estado determinou que pagamentos só ocorrerão após a apresentação de prestação de contas individualizada.
A mobilização ocorre em meio ao aumento dos indicadores de violência contra a mulher no Rio de Janeiro em 2026. Até 17 de março de 2026, as unidades de saúde fluminenses registraram mais de 12 mil notificações de violência interpessoal, sendo cerca de 75% de vítimas mulheres.


