Um boxeador porto-riquenho faleceu nesta quinta-feira (13) aos 33 anos. Ele havia sofrido um hematoma subdural em 2015 após uma luta. O quadro, caracterizado pelo acúmulo de sangue no cérebro, levou o atleta a um longo período de coma.
O hematoma subdural ocorre quando veias cerebrais rompem devido a pancadas ou queda de objeto pesado. O boxeador sofreu múltiplos golpes na parte posterior da cabeça, desmaiou e foi diagnosticado com a lesão. Ele passou por cirurgia, mas permaneceu em coma por 221 dias, apresentando danos neurológicos ao acordar.
Segundo Ana Carolina Gomes, neurologista do Núcleo de Memória do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e vice-coordenadora do Departamento Científico de Traumatismo Cranioencefálico da ABN, o traumatismo cranioencefálico é um fator principal no desenvolvimento da lesão. Pessoas com histórico de traumas repetidos, como boxeadores, e idosos com quedas frequentes estão em risco.
A condição pode ser aguda, subaguda ou crônica. Nos casos agudos, o paciente manifesta sonolência profunda, dor forte de cabeça e déficits neurológicos. A médica orienta que sinais como perda de consciência, crise convulsiva ou fraqueza corporal exigem avaliação em pronto-socorro.


