Uma mulher de 42 anos morreu em Anápolis após passar mal durante um treino em academia. Familiares informaram que o óbito ocorreu por ruptura de aneurisma cerebral, causando um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.
O neurocirurgião endovascular Marcos Spadoni explicou os riscos de aneurisma, que é uma dilatação em artéria cerebral. Essa alteração pode romper e provocar sangramento, mas muitos aneurismas permanecem silenciosos, sendo descobertos em exames por outros motivos.
Um sinal de alerta principal é dor de cabeça súbita e intensa, descrita como inédita pelo paciente. Em casos graves, o sangramento pode levar à perda de consciência e crises convulsivas, como ocorreu com a mulher na academia.
Spadoni apontou que atividades de maior intensidade podem aumentar a pressão intracraniana e a pressão arterial. Contudo, o especialista afirmou que o exercício físico não é fator de risco para AVC, pois ele previne doenças cardiovasculares em geral.
Ele orientou que quem pratica exercícios intensos deve fazer avaliação médica. Exames como angiorressonância podem identificar aneurismas. O profissional também frisou a importância de academias terem treinamento para suporte básico de vida e de DEA.

