Incêndios atingiram o nordeste de Goiás e destruíram quase 11 mil hectares de vegetação do Cerrado. A destruição ocorreu em áreas de conservação, como o Parque Estadual de Terra Ronca e a Reserva Extrativista de Recanto das Araras.
A sexta-feira, dia 14, registrou vários pontos de vegetação seca em chamas. Brigadistas enfrentam o desafio de conter focos antigos que ressurgiram, além de combater os novos focos de incêndio.
Albino Batista Gomes, gestor do ICMBio, declarou que a ação visa proteger o patrimônio, citando uma residência de um extrativista localizada a 800 m da sede do ICMBio. Um lavrador que se juntou aos brigadistas relatou a destruição total, afirmando que o fogo mata pássaros e acaba com a vegetação do Cerrado.
O biólogo Arthur Bispo lamentou a perda de dados de pesquisa. Ele havia instalado dez câmeras para monitorar a fauna em Terra Ronca, mas informou que a área onde as armadilhas estavam pegou fogo, impedindo o acesso às informações coletadas.
A Polícia Civil abriu investigação para apurar se os incêndios possuem caráter criminoso. A suspeita recai sobre caçadores que teriam iniciado o fogo na vegetação.


