O deslocamento diário para o trabalho pode deixar de ser rotina de profissionais até 2040, prevê Mark Dixon, CEO da IWG. A mudança ocorre pela combinação de trabalho flexível e avanço tecnológico, alterando a relação com os escritórios tradicionais.
Dixon afirmou que a necessidade de manter funcionários em um endereço físico específico perde força, visto que grande parte do trabalho de escritório já ocorre pela internet e na nuvem. Segundo o executivo, o local de trabalho futuro poderá ser diverso, permitindo que o profissional use o celular para encontrar um espaço próximo e trabalhar de lá.
Uma pesquisa da IWG, feita em parceria com a consultoria Arup, reforça essa projeção, indicando que os trajetos longos e diários podem desaparecer até 2040. Há também um fator geracional em jogo; apenas um quarto dos membros da Geração Alfa acredita que passará mais de trinta minutos se deslocando ao trabalho no futuro.
A inteligência artificial também impulsiona essa transformação. Um estudo do National Bureau of Economic Research mostrou que líderes mais abertos ao trabalho remoto também adotam mais ferramentas de software. Dixon alertou que empresas que priorizam a presença física em detrimento de modelos flexíveis podem perder competitividade.
Brian O’Kelley, fundador da Scope3, também apoia a mudança, explicando que operações remotas permitem que empresas acessem profissionais de diversas partes do mundo, mantendo a continuidade dos negócios.


