A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou nesta sexta-feira, dia 14 de agosto, que atletas do sexo biológico feminino devem passar por testes genéticos para participar de competições organizadas pela entidade.
A diretriz, publicada no site da CBV, busca adequar os critérios de elegibilidade às normas do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). A verificação será feita por triagem do gene SRY, utilizando exame de sangue ou esfregaço bucal.
Radamés Lattari, presidente da CBV, declarou no site da organização que a mudança visa manter o alinhamento entre as regras nacionais e as vigentes internacionalmente, equiparando os campeonatos brasileiros às competições globais.
A nova política passa a valer nas competições da Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto), CBVP Challenger 2027 e eventos subsequentes.
A medida pode afetar atletas como Tiffany, que joga pelo Osasco São Cristóvão Saúde. Em fevereiro, a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, havia decidido pela participação da atleta em partida em Osasco, após a CBV recorrer ao STF contra lei municipal que proibia a participação de transgêneros.


