A Venezuela anunciou a libertação de cento e trinta e um detidos políticos nesta sexta-feira, dia 14. A medida decorre de um acordo firmado com a delegação opositora durante as conversas com o governo interino, processo apoiado pelos Estados Unidos.
A liberação foi um dos pontos centrais das negociações que visam uma transição política no país, sete meses após uma operação militar americana derrubar o então presidente. A líder da delegação opositora, Dinorah Figuera, havia se comprometido com a libertação de presos após a primeira rodada de conversas.
O governo venezuelano informou que concedeu medidas alternativas à prisão para os 131 indivíduos, acusados de participar de delitos previstos na legislação nacional. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, comentou a ação, afirmando que ela representa um passo importante para a reconciliação nacional.
Entre os soltos estão pessoas como Emirlendris Benítez, detida em dois mil dezoito. Ela foi acusada de participar de um atentado com drones contra o presidente e condenada a trinta anos. Organizações de direitos humanos relataram que Benítez sofreu torturas durante a detenção.
O Foro Penal confirmou a soltura de pelo menos quarenta presos políticos. A organização informou que, até o dia dez de agosto, havia trinta e nove e um detidos sob custódia. Um grupo de vinte e cinco ex-presos do chamado caso Plaza Venezuela, preso em dois mil e vinte e cinco, exigiu justiça após a saída da prisão de El Rodeo I.

