A Oncoclínicas apurou prejuízo líquido de R$ 475,7 milhões no segundo trimestre de 2026. O resultado é mais de três vezes maior que o prejuízo de R$ 142,3 milhões registrado no mesmo período de 2025. A queda no indicador se deu pela redução da receita e por despesas extraordinárias.
A receita líquida da empresa caiu 28,5% em comparação anual, totalizando R$ 1,05 bilhão. No primeiro trimestre deste ano, o valor havia sido de R$ 1,16 bilhão, indicando uma retração de 9,7% nesse período. A redução de faturamento ocorreu enquanto a companhia lidava com o desabastecimento de medicamentos, problema iniciado em março devido à pressão de caixa.
O número de procedimentos realizados no trimestre ficou em cerca de 114 mil, ainda impactado pela crise de abastecimento. Apesar disso, o ticket médio avançou 9,5% em relação ao segundo trimestre de 2025. O Ebitda ajustado manteve-se positivo, atingindo R$ 34,3 milhões, embora represente queda de 85,1% comparado aos R$ 230,1 milhões de 2025.
Despesas não recorrentes pesaram no balanço. A companhia reconheceu cerca de R$ 72 milhões por baixa de glosas antigas. Outro custo foi de R$ 76 milhões referente à multa pela rescisão de contrato de locação no Centro Paulista de Oncologia, em São Paulo. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 168,8 milhões.

