A Flock Safety está apertando controles em sua rede nacional de leitores de placas após críticas sobre privacidade e uso policial. A partir de um janeiro, clientes policiais deverão usar auditoria automatizada e reduzir o prazo padrão de retenção de dados para sete dias.
O CEO da Flock, Garrett Langley, informou que mudanças no produto tornarão mandatórias salvaguardas antes opcionais para os usuários até o dia 1º de janeiro. Entre elas, a obrigatoriedade de implementar uma ferramenta de auditoria que sinalizará comportamento de busca anormal. Se o sistema detectar o comportamento incomum, o usuário será bloqueado até uma revisão interna, explicou a companhia.
A empresa, que afirma que os clientes detêm os dados gravados pelas câmeras, também encurtará a janela padrão de retenção de dados de trinta dias para sete. A Flock permite a preservação por mais tempo quando os dados estão ligados a um número de caso. Além disso, os usuários policiais precisarão inserir um código de seu sistema de gestão de registros para vincular cada busca a um caso específico antes de executá-la.
Defensores de liberdades civis já exigiam essa vinculação. A companhia também permitirá que os clientes decidam quais tipos de infração, como homicídio ou incêndio, agentes externos podem pesquisar em seus dados. Isso daria aos departamentos controle para bloquear buscas ligadas, por exemplo, a fiscalização de imigração.
Críticos, como a ACLU, consideram que as alterações não resolvem o problema central: a polícia ainda decide quando e quem pesquisar sem supervisão judicial. O Instituto for Justice classificou os ajustes como ‘fachada’ de uma empresa em ‘modo de pânico’.


