O Banco Central divulgou a Ata da reunião do Copom nesta terça-feira, 11, sem indicar sinais sobre os próximos movimentos da taxa Selic. A instituição optou por manter a estratégia de não dar previsões, visando analisar dados em um ambiente de volatilidade econômica nacional e internacional.
Nesta mesma terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho. O índice ficou em 0,07%, um valor ligeiramente superior à mediana das projeções de mercado, que apontava 0,03%. Esse dado ficou abaixo do registro de 0,26% ocorrido em julho do ano anterior.
Com o resultado, a taxa de inflação em doze meses recuou para 4,44%, voltando ao intervalo de tolerância da meta estabelecida. Embora esse indicador de inflação corrente possa sugerir a continuidade de cortes de juros, a política monetária depende de fatores mais amplos. As projeções do próprio Banco Central indicam que o IPCA terminará o ano em 5,1%, acima da meta de 3% e do teto de 4,5%.
O Banco Central mencionou na Ata um tom firme sobre o cenário inflacionário, citando desancoragem de expectativas, resiliência nos serviços e pressão cambial. Contudo, o órgão observou sinais de desaceleração disseminada nos indicadores de atividade entre o primeiro e o segundo trimestres. Esse esfriamento da economia é um fator que pode influenciar novos cortes na Selic, pois reduz a pressão sobre os preços.


