A indústria bioenergética de Goiás está diversificando seu modelo de negócios. Além de etanol, açúcar e bioeletricidade, usinas investem na produção de leveduras. O movimento transforma a biomassa do processo de fermentação em insumos para novos mercados.
Essa mudança sinaliza a transição do modelo tradicional de usina para o conceito de biorrefinaria. Nesse sistema, diversos produtos são obtidos a partir da mesma matéria-prima e dos fluxos gerados industrialmente. A produção de leveduras é um exemplo dessa estratégia. Durante a fabricação do etanol, a fermentação gera biomassa celular, parte da qual é tratada para criar produtos comerciais.
Empresas associadas ao Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), como Denusa, Jalles, Caçu, Nova Galia e Boa Vista, trabalham com levedura inativa, autolisada e hidrolisada. Uma aplicação principal é a nutrição animal, onde a levedura inativa seca serve como fonte de proteínas para rações de bovinos, aves e suínos.
O presidente executivo do Sifaeg, André Rocha, afirmou que a produção de leveduras permite diversificar receitas e aumentar o aproveitamento da biomassa. Ele declarou que a indústria está preparada para usar integralmente os recursos do processo produtivo. Esse avanço reflete a evolução tecnológica do setor, que passa a gerar ingredientes de maior valor agregado.
A tendência de transformar plantas de bioenergia em unidades que produzem variedade de itens acompanha o cenário internacional. Para o Sifaeg, essa diversificação mostra que competitividade e sustentabilidade podem coexistir, gerando novas fontes de receita para as companhias.

