A Bolsa brasileira deve enfrentar dificuldades para uma recuperação forte antes do final do ano. Investidores aguardam clareza sobre o cenário eleitoral e a política econômica para 2027, diz Guilherme Barbosa, CEO da API Capital.
Barbosa afirmou que o investidor estrangeiro, responsável por grande parte das altas do primeiro semestre, demonstrou cautela devido a incertezas internas e externas. Além das eleições brasileiras, o mercado considera tensões no Oriente Médio e o fluxo de capital para Estados Unidos, especialmente em inteligência artificial.
O executivo da API Capital não espera mudança no comportamento dos investidores locais no curto prazo. Ele avalia que o mercado permanecerá lateralizado até haver maior definição sobre o resultado eleitoral e a condução econômica do próximo governo. Um plano econômico consistente poderia aumentar o apetite de fundos, mas ainda falta informação concreta sobre propostas.
Para o CEO, o investidor estrangeiro mantém capacidade de provocar movimentos relevantes, visto que o mercado emergente representa uma posição pequena para ele. Já os investidores locais preferem alternativas de renda fixa com juros reais elevados, como a NTN-B, por oferecer segurança para aposentadoria.
A API Capital mantém baixa exposição à bolsa, priorizando investimentos pós-fixados no mercado doméstico. Segundo Barbosa, a posição defensiva deve continuar em 2027, a menos que haja um ambiente externo mais favorável ou maior previsibilidade nas contas públicas brasileiras.


