Um novo levantamento da Pew Research, realizado em mais de 42 mil pessoas em trinta e seis nações, indica que a maioria das amostras avalia a China de maneira mais positiva que os Estados Unidos. A pesquisa aponta um declínio na percepção americana em um período de vinte anos.
Analistas atribuem essa mudança a uma perda da influência cultural americana, conhecida como soft power. O pesquisador Joseph Nye, autor do conceito, afirmou que a postura agressiva dos EUA em política aduaneira e o comportamento imprevisível com aliados tradicionais contribuem para a perda de simpatia.
Em contrapartida, a China tem sido vista como parceira mais confiável. A análise aponta que Pequim busca preencher lacunas criadas pelas ações americanas. Além disso, a influência chinesa se expande por meio de conteúdo digital, com tendências como o Chinamaxxing ganhando tração entre a geração Z.
Dados do orçamento federal dos EUA para dois mil vinte e seis também ilustram a mudança de prioridades. Há um corte acentuado nos recursos do Ministério das Relações Exteriores e de ajuda externa, enquanto o orçamento do Ministério da Defesa aumenta mais de treze por cento, ultrapassando um bilhão de dólares pela primeira vez.
Embora a percepção sobre o regime chinês permaneça complexa, com apenas vinte e seis por cento dos entrevistados acreditando que ele respeita a liberdade de seus cidadãos, a queda na imagem dos EUA é mais acentuada. O país americano é percebido de forma mais positiva que a China em apenas seis nações, segundo o estudo.


