Um especialista criminalista da República Tcheca alertou que mudanças no comportamento de indivíduos podem ser sinais de risco de ataques a alvos macios, como shoppings, escolas e hospitais.
Lukáš Kobliha, criminalista e especialista em casos desse tipo, afirmou que eventos extraordinários podem ocorrer em relação a ataques contra locais vulneráveis. Ele disse que pessoas instruídas conseguem identificar os chamados sinais de ameaça através da alteração de postura ou reação dos agressores.
Segundo Kobliha, o diferencial entre um comportamento adolescente comum e um indivíduo perigoso reside no fato de que o potencial agressor passa a ver a violência como uma solução aceitável para seus problemas internos. Ele apontou que as redes sociais concentram violência extrema, misturando-a com fatos cotidianos e alterando a percepção de normalidade na sociedade.
Pavlovič, coordenador principal de proteção a alvos macios, concordou com a legislação tcheca sobre acesso a armas. Ele declarou que o problema não são as armas em si, mas o acesso dos seus proprietários. Contudo, o coordenador advertiu que possuir arma legalmente exige treinamento adequado, pois o uso incorreto pode beneficiar o agressor.
O treinamento de instituições, segundo Kobliha, deve focar em pedagogos, pois estatísticas americanas indicam que educadores captam mais de noventa por cento dos sinais de alerta em estudantes. A meta da polícia, ele explicou, é devolver a população à vigilância normal, e não gerar paranoia.


