A oposição ao candidato Eduardo Riedel, do PP, chega às eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul dividida. Um bloco se forma com PT, PV, PCdoB, PSB e PDT para disputar o governo e o Senado, enquanto outras legendas mantêm candidaturas próprias.
O cientista político Daniel Miranda, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), aponta que a principal frente oposicionista foi construída pela Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), que lança o ex-deputado federal Fábio Trad para o governo. Para o Senado, esse grupo apoia Vander Loubet (PT) e a senadora Soraya Thronicke (PSB), que busca a reeleição.
Apesar dessa articulação, a oposição não está unificada. PSOL, PCO, Novo, Agir e Democracia Cristã (DC) mantêm candidaturas individuais. Miranda explica que essa dispersão pode ser uma estratégia para ampliar a votação de cada grupo, pois os partidos avaliam também a formação das bancadas no Legislativo.
No lado governista, a base se consolidou em torno de Eduardo Riedel. O senador Nelsinho Trad (PSD) desistiu de sua reeleição e aceitou ser suplente de Reinaldo Azambuja (PL), como parte de uma estratégia de fortalecimento da aliança.
A centro-esquerda, segundo Miranda, aparece mais organizada neste pleito. Os acordos entre os partidos indicam um pragmatismo político visando melhorar o desempenho eleitoral, mesmo com a diversidade de candidaturas nas diferentes alas políticas.


