O Bank of America manteve a recomendação de compra para a Walmart e o preço-alvo em cento e quarenta e quatro dólares, apesar de reduzir a previsão de crescimento das vendas nas lojas dos EUA. A análise foca em negócios de maior margem, como publicidade e marketplace.
A instituição financeira reiterou a posição de compra, mantendo a meta de cento e quarenta e quatro dólares, o que representa cerca de vinte e cinco por cento acima do preço de fechamento em doze de agosto. O banco projeta lucros ajustados no segundo trimestre de setenta e quatro centavos por ação, um aumento em relação aos sessenta e oito centavos do ano anterior.
O analista Christopher Nardone explicou que o desempenho de outras áreas da empresa sustenta as expectativas, mesmo com a desaceleração nas vendas das lojas centrais. A gestão da Walmart já havia avisado sobre o crescimento mais lento no segundo trimestre, prevendo um aumento de quatro por cento a cinco por cento em vendas líquidas em moeda constante.
O foco, segundo o Bank of America, deve estar nas receitas de publicidade e marketplace. Estes segmentos geram margens de lucro mais altas que o setor de mercearia e bens domésticos. A receita de publicidade cresceu trinta e seis por cento no primeiro trimestre, e as vendas do marketplace saltaram quase cinquenta por cento, conforme apontou o relatório do banco.
A empresa anunciou cortes de preço mais acentuados em julho, o que o Bank of America espera ajude a captar clientes na segunda metade do ano. A instituição observou que, se as vendas das lojas caírem um meio ponto abaixo do esperado, o crescimento total de vendas do ano cai apenas cerca de um décimo de ponto.


