Os Estados Unidos decidiram substituir o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que atua no Oriente Médio, pelo USS George Washington. A mudança acontece após relatos de problemas de abastecimento e questões de saúde mental entre os marinheiros a bordo da embarcação.
A substituição ocorre após a imprensa americana e britânica reportar que militares do Lincoln tentaram pular ao mar em episódios separados. A Marinha dos EUA negou ter observado aumento de pensamentos suicidas, citando questões de segurança operacional e privacidade para não divulgar dados sobre a saúde da tripulação.
O navio Lincoln está em missão há mais de 260 dias consecutivos. Sua rota foi alterada para o Oriente Médio em janeiro de 2026, em meio à escalada de tensões com o Irã. Os problemas logísticos surgiram após um ataque iraniano a uma base naval americana no Bahrein, que era usada para reabastecimento.
O presidente Donald Trump minimizou os relatos sobre as condições da tripulação, afirmando que o período de missão “está longe de ser tempo suficiente”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que a rotação das equipes será feita rapidamente, mas classificou os relatos como “completamente distorcidos”.
A troca de navios, que mantém o poder de fogo dos EUA na região, permite a rotação de uma tripulação. Ambos os porta-aviões, Lincoln e George Washington, pertencem à classe Nimitz e possuem capacidades equivalentes.


