O Ministério Público do Pará denunciou um casal de Niquelândia, Goiás, por tráfico de pessoas. Os dois viajaram ao Pará em novembro de 2025 com o objetivo de adquirir um recém-nascido de família vulnerável.
Os investigados passaram pelos municípios de Salvaterra, Melgaço e Portel. Em Melgaço, eles ofereceram entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil pela filha de uma mulher com um bebê de dois meses. A negociação não foi concluída.
A apuração indicou que o casal também buscou informações no Conselho Tutelar sobre a guarda de uma criança, mas considerou o processo de adoção legal demorado. Posteriormente, em Portel, procuraram um intermediário para concretizar a compra.
Um homem que contatou o casal desconfiou da situação e comunicou o caso às autoridades policiais. A prisão em flagrante ocorreu em dezembro de 2025. Policiais apreenderam arma de fogo, fraldas, mamadeira, roupas para recém-nascido e três celulares contendo certidões de nascimento de bebês de outros estados.
O promotor de Justiça Ronaldo Carvalho Bastos Júnior apresentou a denúncia e solicitou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos, valor que seria destinado a comunidades vulneráveis da região do Marajó.


