A Polícia Federal investiga imóveis ligados ao ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A operação apura suspeitas de fraude em licenças ambientais e lavagem de dinheiro. Os agentes cumpriram mandados em endereços na Barra da Tijuca e em Petrópolis.
A investigação, parte da Operação Sem Refino, foca nas relações entre a gestão de Castro e a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Na sexta-feira, a PF cumpriu dezesseis mandados de busca e apreensão em endereços de oito investigados, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Um dos imóveis sob análise é uma cobertura no condomínio Península, na Barra da Tijuca. O ex-governador reside atualmente na unidade, que possui mais de trezentos metros quadrados e piscina. A avaliação do imóvel, baseada em unidades similares no condomínio, ultrapassa R$ 4 milhões. O advogado de Castro afirmou que a cobertura é alugada.
Em Petrópolis, a PF também visitou uma casa em um condomínio de alto padrão na Fazenda Inglesa. A defesa alega que o imóvel não possui mais ligação com o político. A operação apura, ainda, a concessão de licenças ambientais à Refit, que dependia de um estudo sobre contaminação do solo.
A defesa de Castro nega irregularidades, afirmando que todos os atos de sua gestão seguiram critérios legais. Os advogados também informaram que o ex-governador ocupa a cobertura da Barra como inquilino, pagando cerca de dez mil reais mensais.


