Meta, Google e SpaceX buscam consolidar presença na disputa de inteligência artificial, que se acelerou após o lançamento do ChatGPT. John Belton, gestor de portfólio da Gabelli Funds, avalia os movimentos dessas empresas em relação aos líderes de mercado.
A corrida da inteligência artificial, iniciada com a OpenAI, evoluiu para uma força dominante na indústria. Enquanto OpenAI e Anthropic lideram, Meta, Google e SpaceX investem bilhões para alcançar o patamar dos concorrentes. Belton observa que a Meta, após lições com o projeto Llama, reposicionou-se melhor em seis meses, priorizando agentes pessoais e empresariais.
O gestor afirma que a Meta foca em casos de uso específicos, diferentemente da abordagem mais horizontal de OpenAI e Anthropic. Já o Google, embora mantenha posição entre os três melhores com o Gemini, demonstra sinais de desaceleração em seus esforços de IA, segundo comentários emitidos em sua última reunião de resultados.
SpaceX também se destaca no cenário, não apenas por exploração espacial, mas por construir infraestrutura para o chamado “neocloud”. O programa de aluguel de infraestrutura de computação gerou receita de 1,6 bilhão de dólares no segundo trimestre, majoritariamente com a Anthropic.
Belton sugere que as projeções para a SpaceX devem ser revisadas para cima, dado o desequilíbrio entre oferta e demanda por infraestrutura. Contudo, ele alerta que essa situação não perdurará, e a qualidade dessas receitas pode ser questionada no futuro.


