A Cisco Systems e a Broadcom apresentaram resultados de trimestres com forte presença de inteligência artificial. A Cisco reportou receita de dezessete vírgula três bilhões de dólares no quarto trimestre de 2026, impulsionada por renovações de rede corporativa. Já a Broadcom registrou vinte e dois vírgula dois bilhões de dólares em seu segundo trimestre, com avanço em silício alimentado por grandes provedores de serviços em nuvem.
O segmento de rede da Cisco cresceu vinte e oito por cento em relação ao ano anterior, com pedidos de produtos subindo quarenta por cento. A empresa alcançou quatro bilhões de dólares em pedidos de infraestrutura de IA no quarto trimestre, totalizando nove vírgula três bilhões de dólares em pedidos de IA no ano fiscal, superando a meta inicial de cinco bilhões de dólares. O CEO Chuck Robbins afirmou aos analistas que a adoção acelerada de IA agente está fomentando um ciclo de super crescimento em redes.
A Broadcom segue uma trajetória diferente. A receita de semicondutores de IA no segundo trimestre atingiu dez bilhões e oitenta milhões de dólares, um aumento de cento e quarenta e três por cento em relação ao ano anterior. A companhia projetou para o terceiro trimestre um faturamento de dezesseis bilhões de dólares. O CEO Hock Tan mencionou pedidos de IA acima de trinta bilhões de dólares e reiterou a meta de mais de cem bilhões de dólares para IA no ano fiscal de dois mil vinte e sete.
Enquanto a Cisco demonstra força na amplitude de sua base de clientes, a Broadcom foca na profundidade de seus contratos, com pedidos ancorados em Unidades de Processamento de Extensão (XPUs) personalizadas para empresas como Google, Meta e OpenAI. A análise aponta que a exposição pura à IA favorece a Broadcom, mas a Cisco oferece um perfil mais estável para investidores focados em crescimento constante.

