A proporção de editoriais contrários ao Supremo Tribunal Federal (STF) cresceu no primeiro semestre de 2026 em quatro jornais brasileiros. O levantamento, feito pelo Ranking dos Políticos, analisou 1.833 textos de 2023 a junho de 2026, mostrando maior alta na Folha de S.Paulo.
Os dados revelaram que o Estadão registrou um aumento de 10,10 pontos percentuais, passando de 80,60% para 90,70% de textos contrários. A Gazeta do Povo atingiu 100% de editoriais contrários, enquanto O Globo subiu de 24,14% para 28,57%, e a Folha saltou de 46,15% para 61,29%.
O estudo classificou os editoriais como favoráveis, neutros ou contrários à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou ao STF. Temas como o caso Banco Master e as decisões monocráticas do ministro Alexandre de Moraes foram citados como principais pontos de avaliação negativa.
Os veículos de comunicação analisados defendem que a Corte deve limitar sua atuação para preservar o equilíbrio entre os Três Poderes. O Globo, por exemplo, elogiou a condenação de Jair Bolsonaro na ação sobre tentativa de golpe e decisões de Flávio Dino. A Folha, contudo, criticou Moraes e Dias Toffoli no caso Banco Master.
Em relação ao Executivo, 94,83% dos editoriais do Estadão sobre o governo Lula foram classificados como contrários. As críticas concentraram-se na política fiscal, no aumento de gastos e na dívida pública, segundo a organização do ranking.


