Donald Trump, presidente republicano, anunciou na sexta-feira, 14 de agosto de 2026, a intenção de declarar o estreito de Ormuz como território dos Estados Unidos. A declaração ocorreu em Nova York, e a via marítima é crucial para o fornecimento global de petróleo e gás natural.
O anúncio veio após a alegação do presidente de que os Estados Unidos derrotariam o Irã. Desde 28 de fevereiro de 2026, as duas nações travam conflito após ataques lançados por ambos os lados. Em resposta, o governo iraniano passou a restringir o trânsito no estreito, que antes movimentava cerca de 20% do petróleo mundial.
O controle da rota tornou-se um ponto central nas negociações de cessar-fogo. Em junho, EUA e Irã firmaram um memorando de entendimento, mas ambos os lados alegaram descumprimento, retomando os combates no mesmo mês. O Irã alega que parte da via está em suas águas territoriais, enquanto os EUA mantiveram um bloqueio naval próprio na região.
Em seu discurso, Trump descreveu o bloqueio como imparável e um serviço ao mundo. Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para assuntos jurídicos e internacionais, reagiu à fala do presidente americano. O diplomata iraniano afirmou que o estreito não pode ser tomado por um decreto ou por um discurso de campanha.
A sugestão de Trump surge em um momento de disputa política interna nos EUA, onde ele estava em Nova York apoiando candidatos republicanos. Anteriormente, ele havia sugerido que os EUA poderiam atuar como guardiões da rota e cobrar taxa de vinte por cento sobre os produtos que a atravessassem.


