A associação de ciclistas manifestou indignação após a morte de um ciclista durante uma etapa da Volta a Portugal, na sexta-feira. O atleta, de dezenove anos, teria colidido com um veículo não envolvido na competição. A entidade cobra melhorias na segurança dos capacetes, citando as altas velocidades alcançadas nas provas.
A Cyclistes Professionnels Associes (CPA) declarou em suas redes sociais que estava “sem palavras e cheia de raiva”. A associação lamentou o fim da vida do jovem atleta e questionou a persistência de acidentes graves. O falecido era irmão de outro ciclista, especialista em provas de tempo para uma equipe britânica.
A investigação sobre a colisão entre o ciclista e um veículo leve começou, segundo a Guarda Republicana Nacional em Portugal. Especialistas apontam que, em descidas em vias públicas, competidores podem atingir até 60 mph, protegidos apenas pelo capacete. O presidente da associação, Adam Hansen, afirmou que os capacetes precisam de uma atualização significativa.
Hansen explicou que os padrões atuais, como o CE EN 1078, são classificados apenas para 19,5 km/h, o que ele considera insuficiente para corridas de estrada. Ele também mencionou que, embora os organizadores usem bloqueios móveis, a atenção de motoristas leigos pode levar a incidentes, como ocorreu em outras competições internacionais.


