Um novo ETF, o Roundhill Heavy Assets and Low Obsolescence ETF (LOHA), foi lançado em maio de dois mil vinte e seis. Ele visa contrabalançar a concentração de software e Inteligência Artificial em muitos portfólios passivos. O fundo investe em cem empresas americanas focadas em ativos físicos e infraestrutura.
A estratégia, idealizada por Josh Brown, cunhou o termo HALO para descrever empresas cujo valor reside em infraestrutura física e capital duradouro, em vez de código que pode ser reescrito. O LOHA adota uma ponderação igualitária entre as dez empresas, com rebalanceamento trimestral e taxa de despesa de 0,35%. As principais participações incluem Cummins, que fabrica motores a diesel e gás natural; AutoZone, que opera uma grande rede de autopeças; TFI International, responsável pelo transporte de carga; Lennox International, fabricante de aquecedores e sistemas HVAC; e Newmont, mineradora de ouro.
Argumenta-se que empresas com posição competitiva baseada em escala física, como fábricas ou frotas de caminhões, não podem ser desintermediadas por startups bem financiadas com GPUs. A replicação da margem operacional de uma rede de autopeças, por exemplo, exige a construção física de milhares de lojas. Da mesma forma, contratos de longo prazo de fabricantes de motores dependem de engenharia e licenças que um modelo de IA não fornece.
Apesar disso, a economia física se conecta ao avanço da IA. O segmento de Sistemas de Energia da Cummins registrou vendas recordes de 2,3 bilhões de dólares no segundo trimestre, um aumento de 19%, impulsionado pela demanda por geradores a diesel para data centers. Contudo, os ativos pesados não são uma proteção gratuita, sendo intensivos em capital e cíclicos. A Lennox relatou que taxas de hipoteca elevadas e baixa confiança do consumidor restringiram a demanda subjacente.


