O editor-chefe de uma publicação, que anteriormente atuou em Axios, revelou que utiliza inteligência artificial para auxiliar na leitura de obras literárias. Nicholas Johnston disse que a ferramenta funciona como um guia durante a leitura, ajudando a manter o fio da narrativa sem revelar spoilers.
Johnston explicou que o processo de leitura de livros, considerado tedioso, facilita a perda do fio da história. Ele usou como exemplo o romance “The Last of the Mohicans”, de James Fenimore Cooper, por considerá-lo denso demais para leitura casual. O profissional solicitou ao chatbot um guia capítulo a capítulo para entender o conteúdo sem avançar no enredo.
A ferramenta de inteligência artificial concordou com a dificuldade do livro. Johnston afirmou que, com o auxílio, ele obtém um resumo do que ocorreu até aquele momento, esclarecendo pontos confusos. A prática, contudo, gerou críticas na internet.
Alguns usuários criticaram o método, classificando-o como uma forma de otimizar o livro em vez de vivenciá-lo. Uma autora e ex-diretora de centro de escrita afirmou que essa abordagem difere do conceito de leitura tradicional. Johnston mencionou que, embora o livro possa ser pesquisado em fontes gratuitas, ele optou por alimentar o chatbot com a obra inteira para buscar maior precisão nas respostas.

