A polícia marroquina prendeu pelo menos cento e onze pessoas neste sábado, dia quinze de agosto, em Fnideq. Os indivíduos tentavam entrar no enclave espanhol de Ceuta. A ação ocorreu após publicações em redes sociais convocarem uma nova travessia em massa.
As prisões aconteceram em Fnideq, cidade marroquina localizada a cerca de vinte quilômetros de Ceuta. Uma fonte do Ministério do Interior do Marrocos informou à agência Reuters que entre os detidos estavam cento e nove migrantes da África Subsaariana e dois cidadãos marroquinos. A imprensa marroquina divulgou números maiores, com um portal informando a detenção de duzentos e noventa e quatro pessoas.
A polícia marroquina utilizou gás lacrimogêneo para dispersar grupos de migrantes reunidos perto da fronteira. Um funcionário marroquino, que pediu anonimato, explicou que a operação fazia parte de um esquema de segurança rotineiro para impedir a migração irregular em direção a Ceuta.
Em Ceuta, a situação apresentava calma durante a manhã, com o posto fronteiriço praticamente vazio. O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, afirmou na quinta-feira que a entrada maciça de migrantes em julho foi excepcional. Ele declarou que os migrantes irregulares não terão direito de residência legal e serão devolvidos ao Marrocos.


