O Catar negou neste sábado deter pilotos iranianos. O país alegou que as aeronaves violaram seu espaço aéreo em março e não responderam a tentativas de contato. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores catariano confirmou o encontro com o Irã para coordenar a entrega dos restos mortais de um dos pilotos.
A declaração surgiu após uma agência de notícias estatal iraniana citar uma autoridade militar de alto escalão. Esta autoridade havia informado que três pilotos iranianos foram capturados vivos pelas forças catarias após ejetarem de caças durante uma missão de combate. A fonte iraniana solicitou o acompanhamento do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no caso.
Segundo o Catar, as ações foram tomadas após os pilotos entrarem em território nacional sem responder às comunicações. A missão, relatada pela agência iraniana, ocorreu durante a resposta de Teerã aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, iniciados em 28 de fevereiro. Esses ataques visaram bases em países árabes do Golfo Pérsico.
O porta-voz catariano acrescentou que Teerã ainda não respondeu ao convite para detalhar suas operações. Os ataques conjuntos entre as duas potências desencadearam uma escalada regional, com o Irã atacando alvos em Israel e instalações militares americanas na região.

