A Apple está ampliando sua produção nos Estados Unidos com uma nova unidade em Houston, Texas. A fábrica produz servidores avançados de inteligência artificial e deve iniciar a montagem de Mac Mini ainda neste ano. A expansão utiliza um modelo em que fornecedores assumem parte dos investimentos em capacidade produtiva.
A estratégia adotada permite à companhia aumentar sua cadeia de suprimentos americana sem concentrar todos os custos de construção em seu balanço. Segundo análise da CNBC internacional, a Foxconn é responsável pela maior parte dos gastos de capital nas linhas de montagem de Houston, enquanto a Apple se compromete a comprar o que é produzido. Tais compras entram no acordo de US$ 600 bilhões da empresa para investimentos no país.
Esse modelo se repete com outros parceiros da Apple nos Estados Unidos, como a TSMC, no Arizona, e a Corning, no Kentucky. Nesses casos, os fornecedores aumentam a capacidade, e a Apple garante a demanda por componentes fabricados localmente. A medida reforça a presença industrial da empresa enquanto o governo americano pressiona por maior fabricação doméstica.
Em paralelo à expansão nos EUA, a Apple busca fortalecer sua oferta de inteligência artificial na China. A companhia desenvolve um modelo próprio de IA para o mercado chinês com apoio do Alibaba. Se aprovada pelas autoridades locais, a empresa poderia ser a primeira estrangeira a oferecer um modelo proprietário de IA no país, visando diminuir a desvantagem frente a fabricantes locais como a Huawei.

