Marietta Telles Machado, escritora nascida em Hidrolândia, Goiás, em 25 de setembro de mil novecentos e trinta e quatro, faleceu em fevereiro de mil novecentos e oitenta e sete. Sua obra, que uniu o erudito ao popular, marcou a literatura goiana, influenciando a formação de leitores.
A autora, que se formou em Direito e Letras pela Universidade Federal de Goiás (UFG), realizou especializações na América Latina e Europa. Ela integrou o Grupo dos Escritores Novos (Gen) nos anos de mil novecentos e sessenta, movimento que buscou modernizar a escrita produzida em Goiás. A obra de Telles Machado antecipou discussões sobre a literatura como ferramenta de formação sensível.
Além da escrita, a profissional atuou na área de biblioteconomia. Ela fundou e colaborou com diversas bibliotecas no estado, incluindo a Biblioteca Central da UFG, e trabalhou pela criação do curso de Biblioteconomia em Goiás. Como Secretária Municipal de Cultura de Goiânia, promoveu o incentivo à leitura e à cultura popular.
Sua estreia literária foi com “Girassóis em Transe”, em mil novecentos e sessenta e oito. Em contos como “Os Frutos Dourados do Pequizeiro”, a escritora revisitou lendas indígenas e histórias da mineração, usando a natureza como metáfora da identidade regional. O livro de contos “Narrativas do Quotidiano”, de mil novecentos e setenta e oito, ganhou o concurso Hugo de Carvalho Ramos em mil novecentos e setenta e sete.

