Dezenas de adolescentes e mulheres solteiras foram obrigadas a entregar seus filhos para adoção na Inglaterra e no País de Gales entre os anos de 1950 e 1980. Ocorre que, por terem engravidado fora do casamento, elas eram levadas a instituições geridas pela Igreja Anglicana.
Essas mulheres davam à luz em segredo para evitar o constrangimento familiar, em uma época de forte conservadorismo social. As instituições, conhecidas como “casas para mães e bebês”, eram locais onde o parto ocorria sob vigilância.
O contexto da época impunha forte pressão social sobre mães que não se enquadravam no padrão de casamento estabelecido. A decisão de entregar os filhos era frequentemente forçada pela estrutura social vigente no Reino Unido.


