A ginástica artística brasileira consolidou-se como protagonista no cenário esportivo dez anos após a Rio-2016. O esporte passou de destaques individuais a uma força coletiva, com conquistas recentes em Paris-2024, segundo a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).
Henrique Motta, presidente da CBG, afirmou que a Rio-2016 foi um divisor de águas, gerando maior profissionalização e um novo olhar sobre a gestão esportiva no país. A descentralização da modalidade começou em dois mil e nove, mas ganhou impulso após os Jogos do Rio. Atualmente, a CBG realiza cinco Torneios Nacionais em cada região e catorze etapas do Brasileiro anualmente.
Os centros de desenvolvimento, focados na inclusão social, expandiram significativamente. Em dois mil e dezesseis, havia dez unidades atendendo cerca de mil crianças. Hoje, são trinta e um polos espalhados pelos estados, contemplando mais de três mil e quinhentas crianças. Atletas como Julia Soares e Bárbara Domingos foram descobertas nesses locais.
Apesar do avanço feminino, o naipe masculino enfrentou um período de carência após os Jogos de Tóquio-2020. Motta apontou a fuga de treinadores para o exterior como um fator, mas acredita que o desenvolvimento do esporte masculino requer tempo e consistência na formação.
Além do aspecto humano, há investimento em estrutura. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a CBG importaram equipamentos modernos e inauguraram um centro de treinamento de referência. A participação em eventos internacionais, como o Pan-Americano, permite que a CBG adquira novos aparelhos com desconto, garantindo a manutenção dos padrões de competição.

